Prematuridade no Brasil (2003-2023): uma análise ecológica das desigualdades regionais e sociodemográficas.
DOI:
https://doi.org/10.47224/revistamaster.v11i21.715Palavras-chave:
prematuridade, prevalencia, gestação, socioeconomicoResumo
Resumo
O presente estudo analisou a prevalência da prematuridade e seus fatores associados no Brasil entre 2003 e 2023, com base em dados do Sistema de Nascidos Vivos (SINASC/DATASUS). Utilizando um delineamento ecológico com abordagem transversal, investigou-se a evolução temporal das taxas de partos pré-termo e sua associação com variáveis sociodemográficas, como idade e escolaridade materna. A pesquisa revela uma tendência crescente nos partos prematuros em todas as regiões brasileiras, com destaque para o período entre 2009 e 2012, quando mudanças nos formulários de registro podem ter melhorado a captação dos dados. A faixa etária de 10 a 19 anos e acima dos 30 anos apresentou maior risco de prematuridade. Em relação à escolaridade, mães com menos anos de estudo tiveram maior chance de parto pré-termo, embora a força dessas associações tenha sido fraca. As análises estatísticas indicaram significância em diversas associações, mas com efeitos de pequena magnitude. O estudo reforça a influência de determinantes sociais da saúde, como escolaridade e acesso ao pré-natal, e sugere que desigualdades regionais podem impactar a ocorrência de partos prematuros. Apesar das limitações do delineamento ecológico, os resultados oferecem subsídios para formulação de políticas públicas e hipóteses para futuros estudos analíticos mais aprofundados, voltados à melhoria da saúde materno-infantil.
Palavras-chave: Prematuridade, Prevalência, Gestação, Socioeconômico
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