Associação entre consumo de adoçantes artificiais e risco cardiometabólico evidências de estudos de coorte prospectivos.
DOI:
https://doi.org/10.47224/revistamaster.v11i21.852Palabras clave:
Diabetes melittus tipo 2., coorte prospectiva, adoçantes artificiais, doença cardiovascular, revisão integrativaResumen
A presente revisão integrativa teve como objetivo analisar as evidências científicas, publicadas entre 2020 e 2025, sobre a associação entre o consumo habitual de adoçantes artificiais e o risco de desfechos cardiometabólicos em adultos. A questão norteadora foi estruturada com base na estratégia PECO, considerando como população adultos de populações gerais e subgrupos de risco cardiometabólico; como exposição, o consumo habitual de adoçantes artificiais/não nutritivos; como comparação, não consumidores ou indivíduos com menor consumo; e como desfechos, diabetes mellitus tipo 2, doença cardiovascular e seus subtipos, adiposidade, obesidade, eventos cardiovasculares e mortalidade. A busca foi conduzida nas bases PubMed/MEDLINE, LILACS, SciELO, BVS e Embase, utilizando descritores controlados e termos livres em inglês, português e espanhol, resultando na identificação de 1.960 registros. Após a triagem por título e resumo e a avaliação dos textos completos, sete estudos foram selecionados para análise. Os resultados indicaram associação positiva entre maior consumo de adoçantes artificiais e risco aumentado de diabetes mellitus tipo 2 (HR = 1,69; IC95% 1,45–1,97), doença cardiovascular total (HR = 1,09; IC95% 1,01–1,18) e doença cerebrovascular (HR = 1,18; IC95% 1,06–1,31), além de maior adiposidade visceral e subcutânea e eventos trombóticos associados ao eritritol. Observou-se heterogeneidade conforme o tipo de adoçante e o desfecho analisado. Não foi identificada associação significativa entre bebidas adoçadas artificialmente e mortalidade. As evidências apontam associações relevantes, porém a natureza predominantemente observacional dos estudos, a possibilidade de causalidade reversa e o confundimento residual não permitem estabelecer relações causais definitivas.
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