Tendências de incidência e sífilis e HIV em adolescentes no Brasil entre os anos de 2015 a 2024
DOI:
https://doi.org/10.47224/revistamaster.v11i21.824Palabras clave:
Sífilis; AIDS; Adolescentes; Tendências temporais; EpidemiologiaResumen
O estudo teve como objetivo analisar tendências de incidência da sífilis adquirida e da AIDS em adolescentes brasileiros entre 2015 e 2024, considerando o impacto crescente dessas infecções sexualmente transmissíveis na saúde pública juvenil. Adotou-se um delineamento ecológico, utilizando dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), analisados por estatística descritiva e regressão por pontos, com o auxílio dos programas JASP e JoinPoint. Foram identificados 7.734 casos de AIDS e 130.065 de sífilis adquirida em adolescentes de 15 a 19 anos. Observou-se predominância de casos masculinos para AIDS e femininos para sífilis, e elevada proporção de dados ignorados referentes à raça/cor e à escolaridade. As taxas de incidência da AIDS apresentaram tendência significativa de redução no Brasil e em quatro regiões, especialmente entre adolescentes do sexo feminino e nas regiões Sul e Sudeste, enquanto a região Norte revelou comportamento inicialmente ascendente, seguido de declínio após 2021. Contudo, as taxas de sífilis permaneceram estacionárias na maioria das regiões e segmentos populacionais, com exceção da região Norte e de adolescentes do sexo feminino no Sudeste e Norte, que apresentaram tendência significativa de aumento. Conclui-se que, embora a redução da AIDS reflita avanços nas políticas de prevenção e tratamento, a manutenção ou elevação das taxas de sífilis evidencia fragilidades nas estratégias educativas e de rastreamento, reforçando a necessidade de intervenções específicas voltadas à população adolescente, com foco na promoção da saúde sexual e reprodutiva, na redução das desigualdades sociais e ampliação do acesso a serviços de saúde integrados e equitativos.
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