Mortalidade por câncer de mama: um estudo ecológico comparativo entre Araguari e Minas Gerais nos anos de 2013 a 2022
DOI:
https://doi.org/10.47224/revistamaster.v10i20.714Palavras-chave:
Câncer de Mama, Mortalidade, Mamografia, Faixa Etária, Desigualdades SociaisResumo
O câncer de mama é um dos principais problemas de saúde pública no Brasil, responsável por elevadas taxas de mortalidade feminina. Este estudo teve como objetivo comparar a mortalidade por câncer de mama entre Araguari e o estado de Minas Gerais, no período de 2013 a 2022, considerando variáveis como faixa etária, raça/cor e escolaridade. Trata-se de um estudo ecológico de série temporal com dados secundários do SIM/DATASUS e do INCA, analisados por meio de estatística descritiva, correlação de Pearson e regressão linear simples. Em Minas Gerais, observou-se aumento progressivo da mortalidade com o avanço da idade, atingindo índices mais altos em mulheres com 80 anos ou mais. Já em Araguari, identificaram-se oscilações expressivas e picos de mortalidade em 2020 e 2022, sugerindo fragilidades nos registros locais e possíveis impactos da pandemia de COVID-19. Em alguns anos, a mortalidade municipal superou a média estadual. Também se verificou maior mortalidade fora da faixa etária prioritária de rastreamento e entre mulheres pretas, pardas e com menor escolaridade, revelando desigualdades no acesso ao cuidado oncológico. Conclui-se que, embora Araguari apresente mortalidade inferior à de Minas Gerais, há fragilidades nos sistemas de informação e na vigilância da doença. Destaca-se a necessidade de fortalecer a vigilância em saúde, aprimorar o rastreamento mamográfico e garantir diagnóstico e tratamento equitativos, contribuindo para reduzir desigualdades regionais e melhorar a resposta local ao câncer de mama.
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